Um problema à escala continental
O roubo de scooters e motas é uma preocupação crescente nas cidades europeias. Ao contrário do roubo de bicicletas, estes crimes envolvem frequentemente operações mais organizadas e podem estar ligados a outras atividades criminosas. A Ronda rastreia estes padrões além-fronteiras.
Londres: a capital do crime com motas
Londres debate-se há muito com a criminalidade associada a motas, onde scooters roubadas são usadas para furtos de telemóveis e roubos a estafetas. Os pontos críticos incluem Hackney, Islington e Tower Hamlets, com uma forte correlação entre grupos de furto de telemóveis e roubo de motas.
Roma e Nápoles: a cultura do motorino em risco
A cultura de scooters em Itália torna-a num alvo privilegiado. Roma e Nápoles registam milhares de roubos de Vespas e scooters modernas anualmente. Redes profissionais frequentemente enviam veículos roubados para o Norte de África dentro de 48 horas após o roubo.
Paris: a onda de duas rodas
O roubo de scooters em Paris aumentou acentuadamente a par da popularidade das scooters elétricas. O 18.º e o 19.º arrondissements são os mais afetados, com os roubos a atingir o pico entre as 22h00 e as 02h00.
O que os dados mostram
Em todas as cidades, surgem três padrões: proximidade a grandes nós de transportes, horário noturno e visando marcas e modelos específicos. As denúncias da comunidade através da Ronda ajudam a identificar estes padrões mais rapidamente do que os dados policiais, que têm tipicamente um atraso de 2 a 3 meses.